sábado, 19 de maio de 2012

livre-arbítrio individual


Desvairado está sem endereço
Carente moleque poético
 Dos sonhos de tudo um requinte
Da liberdade apaixonado por demais  

Persistir em ser nas algemas livre-arbítrio  
Brota o irreal que se estoura nas profundezas  
Um sonho longínquo imprescindível para existir
Abandonar se ao destino educador das loucuras

Permaneço aqui ao mesmo tempo não sou
Das utopias de um passado, frustrações do amanhã
Ainda que jamais exista com a confiança do exato
Depressa descobri como é estar sem estar

A ambigüidade que martiriza toda decisão
É estipêndio do livre-arbítrio individual
Das condescendências de torturas coletivas
Uma razão humana de paixão indispensável  

Rodrigo szymanski

19/05/12

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Por que Escrevo


Hoje assentei para tentar escrever. Normalmente as palavras surgem automaticamente. São versos confusos. Faço a faina de arriscar juntas e embaralhar expressões. Misturo os sentimentos e os sonhos. Às vezes nem sei por que escrevo qualquer coisa. As palavras surgem e caem no papel. São sonhos que me é devido. São sentimentos reservado a mim. Mas, nem sempre. Por vezes pego cedido sentimentos e sonhos de outros. Confundo tudo e não sei o que é meu. Mas, são as palavras que me movimentam. Não sei escrever, além disso. Sou mais um misturador que um escritor. Fico indigesto quando pessoas interpretam minhas inspirações. Ate fico acovardado por vezes de escrever. Pessoas me indagam o motivo da poesia. Não sei replicar. Nem sempre o que exponho é. Mas sempre é o que descrevo. Um grupo seleto de amigos/as quando lêem sabem o que estou pensando. Estas não me indagam. Permuto tudo. Não sei o que me dizer respeito. Escrever mesmo que eu não saiba. É uma fuga da monotonia da realidade. Eu só escrevo o que é fidedigno. Mas é um real ideal com fuga. Uma fuga que se torna rotina de história. Não são mentiras nem quimeras. São palavras que germinam. Que fazem sentido. Mas que não tem esclarecimentos.

Rodrigo Szymanski

domingo, 13 de maio de 2012

A Mãe de Maria Sophia



Era um domingo de maio. Dia das mães. Ainda era cedo. A bela mãe dormir serena em sua cama. Desde ontem o jovem pai e a pequena menina Maria Sophia preparavam uma surpresa. O Pai desperta mais cedo em silencio para não acordar ela. No quarto da filha á chamou. –filha vamos?- a pequena Maria Sophia resistia a acordar. Fazia careta de quem não desejava ser acordada. Seu cabelo ondulado revirados pela noite de sono. Era frio. Porem o pai insiste carinhosamente e a pequena desperta. Despertados pegam uma bandeja, com frutas, chocolate, pães e geléias. Café e leite. Com um formidável coração ilustrado de forma rabiscada em um cartaz com fotos dos três. A pequena Maria Sophia estava ansiosa. Andava com as pontas do pé. Abrem a porta vagarosamente. E La estava mãe deitada. Talvez sonhasse com a família. Pois seu rosto resplandecia alegria. A pequena Sophia com o dedo indicador nos lábios faz silencio. Param os dois ao lado da cama. E Maria Sophia se joga sobre a mãe enchendo-a de beijos e afeição. A bela e jovem mãe desperta. E se rejubila em ver seus bens mais valiosos. Abraça a filha. –feliz dia das mães- exclama a pequena revezando entre beijos e abraços. O pai se aproxima e abraça as duas mulheres de sua vida. Maria mostra o cartaz. Não era um presente comprado, ou que valia algo de riqueza. Era um presente de amor. O amor extrapola toda configuração de consumismo.  Uma família. Amor. É o essencial!

Rodrigo Szymanski

sábado, 12 de maio de 2012

Era um velho, infeliz e desgostoso com a vida. Não que ele não amasse a vida, pelo contrario. No auge de sua velhice com seus 28 anos de existência. Estava já sentado no banco da praça olhando os casais de namorados felizes. Tudo aquilo alegrava seu coração. Mesmo que não tinha mais capacidade de amar ou de se apaixonar. Usava roupas neutras, com receio dos adolescentes que realçavam suas roupas. Pensava calado, às vezes ate sorria. Rotina maldita. Ralava em uma profissão que lhe oferecia um afável valor monetário. Da casa para o escritório, do escritório para casa. Bebia muito, talvez mais que nos tempos de universidade. Tinha algumas mulheres, mas, pela idade ate o prazer não existia mais. Sua casa era cinza e branca. Não gostava das flores, a primavera deprimia sua solidão. Falava pouco. Amigos, não, sem amigos. Achava uma chatice rir e contar historia do passado engraçada. Preferia a solidão. Andava sempre de cabeça baixa. Nunca sabia se alguém iria lhe olhar nos olhos. Odiava as musicas, achava a musica armadilha para a jovialidade. Não usava bengala e chapéu por timidez. Atrairia muito atenção. Mas sentava sempre no banco das praças, nunca no verão e primavera. Sempre no outono e inverno. Gostava de ver as pessoas encarceradas. Individuais. Lembrava de Joana seu amor de puberdade. Joana era linda, olhos azuis, cabelos loiros, radiante como o sol. Joana ininterruptamente fora apaixonada por ele. Ele também era. Mas o medo de revelar seus sentimentos negava o amor. Joana casou, teve filhos, é feliz. Ele estava ali, lembrava de seu amor com medo. Medo de amar. Uma lagrima indicava em seus olhos. Ele levantava e seguia o caminho. Cabeça baixa. Olhos fundos. Boca desejando vodka. E passava mais um dia de sua pobre velhice. Pois o medo de si mesmo aprisionava seu espírito na solidão.


Rodrigo Szymanski

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Medo


Medos são sentimentos delicados
Daqueles que ecoam mais intenso
Os fracos não possuem medos existenciais
Pois, existem de atitudes superficiais

O medo é dádiva dos que são fortes
E estilhaçam a audácia na ousadia de viver
Os fortes não são atléticos e ricos  
Estes são indivíduos carcomidos de vermes interiores

Os fortes são os afetuosos e resistentes
Que choram com temor das escuridões que se achegam
Mas lutam incansavelmente pelas acanhadas chamas
Que clarifica o medo e aponta novos caminhos

O medo é para os que ousam viver
Ousam ter medo dos “Fortes”
E de tanto ter medo se tornam bravos
Rompendo as fraquezas essenciais

Rodrigo szymanski 02/05/12

Tempos sem tempo


Há tempos que não pensava sobre a vida
E em estação nascidos da ausência
O vento frígido do sul me improvisa a re-pensar,
O viver estranho na lacuna que o passado adverte

As canções envelhecidas do coração improvisam sentido
Que vai ao oposto das adolescentes canções sem consonância
As cartas que traziam significado aparecem como vaga-lumes
Que passar a existir e submergem nos contos de fadas

E regresso a contemplar o sol nascente/poente no firmamento
Observo a noite e o dia dançando os temores da amnésia
Que as sinas voltam à reminiscência em lágrimas originais
Perdendo o medo do novo que pulsa nos amores recentes  

A vida recente se localiza no ausente do tempo depressa
Procuro as perguntas confusas das repostas perfeitas
E mergulho no sentimento a não definição inda que experimento
A sensação da espera temporária das estações que emanarão

Rodrigo Szymanski
02/05/12

domingo, 29 de abril de 2012

Bom Pastor



Aquele que da a vida pelas suas ovelhas
E não se cansa de ter dedicação
Cuida com benevolência de seu rebanho
Ama cada ovelha individualmente
Mas sempre as cultiva em comunidade  
O Bom Pastor é aquele que educa
Oferece sua vida pela causa
Nunca julga ou castiga seu rebanho
O Bom Pastor é amor e compaixão
É o modelo original de seguimento
O Bom Pastor é o construto do Reino

Rodrigo szymanski
29/04/2012

sábado, 28 de abril de 2012

Razão Oposta


Que número de dias restará
Que me é carecido por sempre esperar
Suportar a oportunidade em solidão errante
De sorriso indigno em demorada esperança

Caminhar abertos em direção avessa
Olhando o não sentido da razão
Involuntária paixão de absolutismo  
Reinando em desordem catástrofe  

Anacronismo de definição autêntico da vida
Uma historia interrompida pelo movimento
Das suspeitas tão exatas como a coreografia
Composição dos caminhos além-mundo fantasia

Experimentar o exercitar sofrer da insegurança
Que mistura em enigmas a razão oposta imo
Falecendo a hipoteca da confiança pessoal
Deixar passar os olhos grandes da incidência

Do beijo tardio de amoldado entardecer
A mitologia de Lua que nunca encontra o sol
Ainda que habitem a se contemplar remotos
Nos céus diurnos azul, a noites lamentação de espera

Descasos da vida que recusam a idolatria Eros
Das confianças de contínuo imperfeitas de encanto
Do amor sem pretensão que achega sem pretextos
A duvida de saber entender a fronteira histórica da existência

Rodrigo szymanski 28/04/12

sexta-feira, 27 de abril de 2012

(in)certo


(in)certo é o (a)manhã
Ainda que (in)sensato em ser
Abraço o travesseiro
Depositando os (te)(a)mores

Emancipo fulana, (des)gosto
De gostar cômodo desvairado
(In) seguro o secundário principal
Na reminiscência seu agrado (in) ventado

Passo (des) percebido por seus olhares
(A)manhã acordar sem (men)tira
Deixar passar o vindouro a recusar
As (in)verdades sem (pre)texto em essência

As lamentações chateiam a cova(r)dia
Das madrugadas abundados de insônia
O receio da aurora que desvenda o mistério
Do(des) gosto de não ser sendo

Rodrigo szymanski
27/04/12
manifesto #vetaDilma 

E as florestas se vão 
Pela ganância de poucos
A dor que condena a todos 
A terra sem matas ficara

Amaldiçoado sejam os latifúndios
Que matam a vida sagrada
Pelo dinheiro demonizado
Da cobiça bárbara

A terra a todos pertence
As florestas é sacramento da vida
Amaldiçoado seja a tirania latifundiária
Maldito sejam os ruralistas homicidas

Rodrigo szymanski 27/04/12

domingo, 22 de abril de 2012

Lastima do Vinho


Não creio que tudo isso seja habitual
Como não sei ser apropriado intelectual
Falo de afetos distraídos ao meu cálice
Do vinho não bebido por responsabilidade

O ocaso como dama sem dono incrimina
O álcool que inebria as razões lúcidas
Contornando a ausência como tortura abundante
Dos meus derrocados saberes teóricos do coração

Não resta proferir versos prosaicos ao inalcançável
E mentir ao íntimo as dores que destroçam a razão
Dissolvendo em garrafas semi-vazias a perdição
Dos demônios que prendem o espírito ingênuo

Nostalgia de um passado não vivido inteiramente
Afrontando contra o tempo a mutação do não incerto
Em devaneios despertos pelo apócrifo que mentem sem pena
Lastima dos vinhedos que não abonam uma definição ao tempo

 Ao lado das oscilações uma taça maculado de recursos
Embaraçando as sátiras da história feita em aquarela solúvel
A verbalização esquiva por covardia do vinho em  complemento
O entardecer advém frio entre os olhos que se cerram na miragem do cálice

Rodrigo Szymanski
22/04/12

sábado, 21 de abril de 2012

Ao amigo Carrer

pela passagem de aniversario do meu irmão Juliano Carrer

 Das angústias as correrias constantes
 Em tempos já imutáveis de ternura
 Um caminho longínquo e passado
 Das militâncias sempre atuais

Cabelos já carecem na cabeça
 Hipoteca das inquietações educacionais
 De homem-educador sem fronteira de covardia
 Sindicalista das conscientizações igualitárias

Pejoteiro de contínuo entusiasmo
 Companheiros de assessorias e reuniões
 Nas mesas de botecos os debates
 Das utopias ainda imagináveis de existir

Da confraria sem DNA similar
 A utopia como sangue da mesma veia
 A esperança como questão inflexível
 A concepção de um mundo melhor

 Do amor a sua amada “Bel”
A peleja pela qualidade honesta de vida
 Das “frescuras” já habituadas
 A jovialidade de pensar no diferente

 Rodrigo szymanski

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Salve de nós os índios !

Salve nossos índios
Que salvos estão na floresta
Livres de nossos males
Somos nós os demônios

Salve o homem branco
De sua santa maldição
De assassinar sem temor
Os irmãos donos da terra

Salve a divindade dinheiro
Que adoramos perpetuamente
Entregando como oferenda
As almas dos “sem almas”

Salve a terra-mãe
Que deu e da à vida
Ao índio defensor da mata
Toda a vida em plenitude

Salve os “cristãos”
De suas ainda falsas devoções
Em nome da prosperidade
Defendem a “civilização”

Salve a ignorância daqueles
Que se acham melhor que os índios
Mas aniquilam a ecologia
Pela inteligência financeira

Salve Deus pai/mãe
Que gerou a vida
E deu ao índio a sabedoria
De com a natureza habitar em harmonia

Rodrigo szymanski
19/04/12

Afeto que Talha

Se já nem experimento sua dor
Como consistir em amar de fato
O medo é uma corrosão
Que consome ao pouco

Sua dor é disparate aos meus rebentos
Não sinto seu Caráter atear meu semblante
Corro com temor do afeto que talha
Minhas hipocrisias egocêntricas

Deslembro em meio aos túmulos a vida
Que consome sua seiva e seca
Admitir sofrer o tempo do amor
Restam as lagrimas de remorso

Rodrigo Szymanski
19/04/12

amores distantes

Permanecer junto sem estar
Ainda querendo estar
Gostar sem pretensão
No tempo sensato de acontecer

Amor longínquo amor
Distante de corpo ausente
Na lembrança tão presente
Dos contemplares sem fim anseias

O anseio dos abraços afeição
Dos beijos demorados de partida
A saudade que se torna lágrimas
Dos desesperos em entardecer frios

Do tempo que atravessa sem relógio
A dor dos quilômetros que afastam
O amor que abriga no peito pulsante
A dúvida da arriscada realidade

Rodrigo szymanski
19/04/12

PS:poesia para uma amiga que sofre pelo amor distante

domingo, 15 de abril de 2012

Encontro

Eu me encontro
Entre o medo e a coragem
Entre o partir e permanecer
Entre a paixão e a desilusão.
Eu nem mesmo me encontro nestes confusos caminhos
Mas mesmo deste ou desse ou daquele modo eu sigo!

Rodrigo szymanski

ÉS ...

És flor
és tronco
és folha
és espinho

Flor que gera a estética
Tronco que gera a firmeza
Folha que gera o asilo
Espinho que gera a dor

és mesclado de dicotomia apócrifo
Da beleza a dureza que move a resistência
Dos sonhos abraços amparo o medo
Das alucinações os olhares entediados pelo novo

Rodrigo Szymanski

Espero o não imaginável

São indicadores da história
De um mistério imprescindível
Das perguntas passada e presentes
As desatentas respostas coerentes

A temporada indispensável foi norteada
Pelos pretextos de não saber os motivos
Mas não choremos o leite derramado
Alegremo-nos pelos sorrisos auferidos

Cá a distancia faz refletir o decorrido
Dos remotos breves extensos tempos acelerados
O não consagrar o sabor dos sorrisos e abraços
Do bel-prazer do espero o não imaginável

As reminiscências abrasadas apontando o não foram
Das notas de abrigos presentes valiosas ementa
O toque invisível do tempo que marca o semblante
Em risonhos momentos sempre atuais no íntimo

Rodrigo szymanski
15/04/12

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Opção pelo medo?

Penso cuidadosamente no silêncio
Pois bem-aventurados são os hipócritas
Que propagam e não habitam a veracidade
E bailam sobre os coquetéis de amargura capital

Oprimem como corvos os corpos cadavéricos
Acendendo velas de ingratidão a lástima
Das risadas mefistofélicas ao poder ambicionado
Uma flor que se dilacera ao aspecto do amedrontado

Um brinde a desumanização dos sentimentalistas putrefatos
Ágape do horror que se crepita na ledice mórbida
No ranger de dentes dos agrilhoados da veracidade
A flor de esperança que passar a existir das dores e falsa devoção

Rodrigo Szymanski 12/04/12
Ser contra o aborto não é só levantar uma bandeira e dizer sou contra! Ser contra o aborto é garantir que a vida venha em abundancia, pois como nos disse o profeta Jeremias “desde o seio materno de tua mãe eu te escolhi”. Somos escolhidos a defender a vida em sua plenitude. Quando assumimos a defesa da vida e gritamos não ao ABORTO, escolhemos e assumimos defender a vida em abundancia em todas as suas fases posteriores. Quando criança vemos fragilidades nestes seres, que precisam de amor e atenção, precisam de segurança e de direitos para sobreviver e crescer em sabedoria, estatura e graça. Não podemos defender a palmada e violência físicas e simbólicas como expressão de educação, reprimir as crianças com violência (talvez o argumento de uma palmada sem dor não machuca educa, mas a simbologia de violência expressada pela palmada gera a concretização da violência, quem ama, ama não bate) é criar uma cultura de medo. Nossa juventude é atingida em cheio hoje pela violência e pelo trafico de drogas que extermina milhares de jovens. Não só nossos jovens pobres, que a grande maioria da população defende que devem ir para a cadeia logo cedo, pois descarregam toda a culpa de uma sociedade injusta nas costas destes seres que ainda estão em formação e são as maiores vitimas da sociedade. Como nossos jovens de classe média, que também perdem o sentido de viver e entram no mundo das drogas e quantos destes jovens morrem em acidentes de trânsitos? Não podemos defender a redução da maior idade penal ou culpar os jovens, isso não é defender a vida, talvez seja mais cômodo para nós a retirada destes “marginais” de nosso meio... Mas isso é abortar a vida também... Ou talvez usemos do discurso: “sou a favor da vida, mais é problema do governo, eu não quero nem saber como estão gerindo as políticas publicas em defesa da vida”. Isso não é defender a vida. Defender a vida e ser contra o aborto é levantar a bandeira da defesa integral da vida, não podemos parar aqui... Temos que sair e somos chamados a sair em defesa de toda a vida. Por isso sou CONTRA O ABORTO EM TODAS AS FASES DA VIDA DO INICIO AO FIM. Contra o aborto, violência, palmadas, drogas, eutanásia e abandono dos idosos.

Vamos juntos defender a vida... vamos junto defender a vida na sua plenitude !